03/11/2013

Liev Tolstói

“Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira.”

30/10/2013

Agora

Sentado, simplesmente a olhar, sem nada pensar. Pensar em nada não é fácil, mas tentar não custa, faz. Vai em frente. Falha e volta a tentar. Experimenta, aprende com os erros. Não desistas apenas porque não conseguiste à primeira. Falha e volta a tentar, corrige o que fizeste, faz melhor. Olha e vê o nada, vê apenas e só o momento para que olhas. Olhar e sentir tudo parado. Os sons, as imagens, os cheiros, tudo parado. Todos os dias; é indispensável. Quem consegue – e tu vais conseguir – vive melhor. Não é disso que falamos? Viver melhor. Pois, faz sentido. Faz, volta a fazer, faz melhor, e, e, já está, estás a conseguir. Acredita.

25/10/2013

Isento

Queres ser isento. Falas de objectividade. Dizes que apenas julgas em função de dados concretos. Depois chega o momento, fazes um esforço grande (visível) por ouvir. A verdade, porém, é que não ouves, apenas aguardas a tua vez de falar. Talvez até estejas a construir a tua próxima argumentação. Podes até ter razão em alguns (talvez mais do que isso) aspectos, mas é notório: tirando tu, todos, mesmo todos, percebem que tens dois pesos, duas medidas e que és tudo menos isento. Podes fazê-lo, não por legitimidade mas apenas e só por poder. É, sem dúvida, contraproducente; talvez um dia entendas, ou sejas obrigado (não pelas melhores razões) a entender. A ver vamos...

23/10/2013

Ser aceite

Queres ser aceite, ser respeitado mas sentes que querem que mudes, ao invés de aprenderem a gostar de ti como és. Tentas mostrar que a tua cara fechada não significa, em ti, aquilo que normalmente – o que é isso de normalmente? – significa nos outros: um estado de espírito triste, distante. E disto não sais. Eles que aprendam a entender-te, eles que façam um esforço - pequeno, dirias. Mas, já agora, por que razão não poderá ser ao contrário? Por que razão não poderão ser “eles” a esperar que mudes, que te adaptes? E, imagina só, se fossem ambos – tu e eles – a mudar um pouco: flexibilidade. É esta a palavra. Mostra que és flexível e – aposto – eles também serão contigo. Daqui a uns tempos até te defendem, explicam a um outro que aquela tua cara, mesmo que fechada, não quer dizer o que normalmente – o que era mesmo isto? – quer dizer (seja isso o que for)

21/10/2013

Solidariedade

Solidariedade. Contribuição. Ajudar os que precisam. Ajudar o próximo. Por um mundo melhor. Erik, faz tudo sentido, sim. Estavam lá, no evento de solidariedade, centenas de pessoas. Só pode ser bom, é verdade, mas o sentimento com que de lá saí foi tudo menos bom. Cinismo e falsidade andam ao lado da solidariedade. Vivemos tempos difíceis. Agora, mais do que nunca antes, é fundamental ajudar. São cada vez mais os necessitados e são, também cada vez mais, aqueles que têm medo de, de um momento para o outro, passarem a precisar de ajuda. Por isso, quantos mais ajudarem, melhor. Mas ajudar só para parecer bem, só para aparecem nas revistas, isso não.

19/10/2013

Política é isto...

Uns à direita, outros no pólo oposto, a esquerda, e ainda os que se dizem centristas (talvez se deva entender estes como aqueles que tanto podem estar de um lado como do outro, conforme lhes for mais conveniente). Todos, sem excepção, merecem respeito, mesmo que por vezes não entenda onde vão buscar algumas das ideias. Agora são os de direita – com os centristas colados – que ditam coisas, com os restantes, os de esquerda e extrema esquerda, a dizerem sempre o contrário, discordem verdadeiramente, ou mesmo sem discordar. O que têm é de dizer o contrário, sempre a pensar nessa coisa dos votos. E é isto, isto é a nossa política.

18/10/2013

Orçamento de Estado

Bom, nós sabemos que vos dissemos como iriam funcionar as coisas. Sabemos (não podemos admitir) que vos mostrámos um caminho através do qual iríamos vencer, dar a volta. Pois bem, não chega. E, vai daí, o desespero já é tão grande (não podemos admitir) que vamos agora tirar o que vos demos, como por exemplo no subsídio do desemprego. Agora, meus caros, devolvam lá o que já receberam porque nos enganámos e precisamos de vos dar menos. Ah, já gastaram, ainda por cima para pagar contas básicas? Pois, mas vão devolver na mesma. E não, não nos digam que nem às crianças isto se faz. Faz, faz, ai faz, faz. E aguentam, ai aguentam, aguentam.

15/10/2013

12/10/2013

Portugal emocional

Pepe e Cristiano Ronaldo não jogam na próxima terca-feira contra o Luxemburgo. Não jogam porque ambos viram cartões amarelos completamente evitáveis. Ronaldo, porque não concordou com a decisão do árbitro e pontapeou a bola, qual menino zangado. Pepe não se aguentou e deu um encosto a mais com o jogo parado. São jogadores de top, dos melhores do mundo, sem dúvida. Onde fica a sua preparação mental? Serão preparados para gerir emocionalmente estas situações? Erik, imagina que a minha reacção é idêntica lá no open space onde trabalho!!!

11/10/2013

Mudança

Parar para pensar: exercício simples e ao mesmo tempo tão complexo. É fundamental, no entanto, talvez estranhamente, poucas são as vezes que paramos para pensar, para reflectir sobre a vida, sobre o que nos acontece, sobre o nós. Quem somos, o que andamos por aqui a fazer, o que realmente queremos para a nossa vida. Quais os nossos sonhos, quais o maiores medos, qual o nosso projecto de vida. No fundo: o que andamos a fazer? A viver a vida ou a deixar apenas que a vida passe por nós! E depois, depois há pessoas que assim, quase do nada, nos inspiram de tal forma que paramos completamente, pensamos no que antes nunca tínhamos pensado...vem aí mudança!

08/10/2013

Mandar

Não percebo, disse Erik. Não percebo por que razão eles nunca fizeram o que eu pedi (pedi, não, mandei, vá lá) e agora, contigo a falar, eles até sorriem enquanto verdadeiramente fazem a tarefa. Não percebo!

05/10/2013

Flexibilidade, ou falta dela

Erik, ora repara: ele diz-se flexível, disponível para mudar, para aprender, e diz, simultaneamente, que em determinado assunto não irá prescindir da sua opinião, que dali não irá sair, nem por um bocadinho. Até pode ouvir outras opiniões , mas dali não irá sair. E acrescenta: por nada deste mundo. Então, mas em que ficamos?! Claro que todos, sem excepção, têm determinados assuntos - talvez em questão de valores - em que são bastante menos flexíveis. No entanto (e perdoa-me, Erik, a inflexibilidade) não consigo entender qual a mais valia de deixar esta situação expressa antes de uma reunião de trabalho onde se pretende discutir, analisar e fechar, nem mais nem menos, do que a dita questão. São novos paradigmas que nos fazem crescer, é um facto, mas há algumas situações que, mesmo que desafiantes, nos desgastam mais, nos tiram mais energia. Que tenha a energia para crescer!

24/09/2013

Confusão de chefe

Está tudo calmo com a equipa, coisa que lhe faz confusão. Não pode ser, assim está bem demais. Conforto a mais. Os resultados até estão acima do previsto, mas para este "chefe" (define-se, sem surpresa, como líder) na confusão é que a equipa cresce (tem, de facto, uma pitada de razão, na medida em que todos precisamos de sair da nossa zona de conforto para evoluirmos); o importante é que as pessoas não se sintam demasiado bem. Ah, andam todos muito sorridentes, tenho de lançar a confusão - ouve-se, não raras vezes, da boca deste suposto líder (chefe, porra! - só chefe, mas não percebe). E assim vai a coisa!

21/09/2013

As pessoas...

Situação 1: o homem A falou com a sua mulher, explicou-lhe tudo o que queria. A conversa acabou com a mulher a dizer, repetidamente, que não tinha entendido nada. (foi logo de manhã, ao pequeno almoço). Situação 2: o homem chega ao café, pede o seu café e encontra um velho conhecido, que lhe faz uma pergunta que não ouvimos. Falam muito, aliás, o homem A fala e o outro ouve. Continuamos sem ouvir e aproximamo-nos, a tempo de ouvir a última frase, única do homem que ouvia o homem A: não percebi muito bem, mas agora - peco-te desculpa - tenho mesmo de ir para não chegar atrasado. Falamos entretanto. Situação 3: o homem A está no seu escritório, lê a resposta a um longo email seu e chega à conclusão que a pessoa que lhe respondeu ao email não percebeu nada. Responde, novamente por email, voltando a explicar. A outra pessoa responde, por sua vez, logo no momento seguinte e...e volta a não entender. Situação 4: história para aqui....não entenderam o homem A.... História para ali... O homem A não percebe. As pessoas não o entendem. As pessoas...

17/09/2013

A verdade importa menos do que o que fazes com ela

O matemático Benoit Mandelbrot colocou uma questão aparentemente simples: "Quão longa é a costa britânica?

A resposta depende da forma de medição. A distância será muito menor se voar de uma ponta à outra, do que se conduzir pelas estradas que seguem o contorno da ilha. A estrada conta uma distância menor do que se percorrer a pé a fronteira da costa. Uma lagarta que percorra cada rocha de cada praia ainda fará uma distância maior! À medida que a formas de medição vão diminuindo, a linha de costa vai aumentando, e não conseguimos obter uma resposta “mais verdadeira” do que outra à questão: quanto mede a costa britânica?
Mas... a  distância da costa britânica não tem importância. O que importa é o significado. Porque o significado é onde a ação está.

Por exemplo, veja esta história:
Aquela casa pequena conta que aquele é o máximo tamanho que esta família pode suportar. Uma sala cheia de brinquedos espalhados pelo chão mostra vidas fora de controlo. O mobiliário espartano fala por si. A roupa estendida no varal murmura pobreza. O odor a alho grita classe baixa.

OU

O tamanho da casa conta prudência financeira. Os brinquedos no chão defendem que esta é uma família centrada nas crianças. A sala de estar ampla declara que eles não valorizam coisas, mas pessoas. As roupas no varal sorriem conforto e despretensão. O cheiro a alho acrescenta o gosto por comer e cozinhar bem.

Ambos os parágrafos descrevem a mesma verdade. A casa é a mesma, mas isso não é importante. O que importa é a interpretação. É isto que diferencia os dois parágrafos.
Noutras palavras, como o Erich Heller afirmou "Tem cuidado com a forma como interpretas o mundo: ele é assim."
A ideia que os factos falam por si – interpreta-me sem interpretações -, é uma enorme tolice.

E então? Gadamer defende que compreendemos algo quando conseguimos aplicar à nossa situação presente. Em outras palavras, compreendemos, utilizando a informação.
A primeira interpretação sobre a casa podia ter sido feita por um vendedor de imobiliário. A outra interpretação traz informação que concerne a uma potencial venda de brinquedos, a oportunidades de investimento prudente, a boa comida.

Esta busca de valor dá um novo enquadramento à questão: "Quão longa é a costa britânica?

Daí podemos perguntar: Porque perguntas? Se queres sobrevoá-la, a melhor resposta é uma, se queres conduzir pela mesma, a melhor resposta é outra.
Conclusão, medimos o valor de uma teoria com as suas consequências práticas, e isso tem um papel fulcral no significado atribuído.

Tad Waddington, CEO e autor premiado, colabora no site Psychology today.

Por vezes é menos fácil explicar o que é Programação Neurolinguística. Este excerto* do livro de Tad Waddington está relacionado com uma das valências o estudo da PNL permite: o aumento da consciência. Pode imaginar como seria se percebesse e sentisse que a verdade é mesmo aquilo que quiser que seja?
A próxima certificação em PNL é em Outubro de 2013, no Porto. A seguinte será em Janeiro, em Lisboa. Saiba mais aqui.

*Excerto do livro “Lasting Contribution: How to Think, Plan, and Act to Accomplish Meaningful Work” por Tad Waddington, publicado no site http://www.psychologytoday.com
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Daqui: http://www.lifetraining.com.pt/pt/noticias-e-artigos/artigos/a-verdade-importa-menos-do-que-o-que-fazes-com-ela.html

Mensagem positiva

Este governo é uma equipa e o que ficar decidido em conselho de ministros é a minha decisão, é a decisão do governo, é a decisão da equipa. Não são exactamente estas as palavras, mas é a ideia que Pires de Lima, actual ministro da economia, passou, ainda agora, no jornal da noite da SIC. Falava sobre a alteração do IVA na restauração. Pouco importa isso para a reflexão que agora se partilha. O que é relevante é que, talvez pela primeira vez na história deste governo, vemos alguém referir-se ao governo como uma equipa, assumindo que cada um tem as suas opiniões, que levam, obviamente, a várias discussões, mas o que fica decidido por todos passa a ser a decisão de cada um. Vai passar despercebido (não tenho fé que algum jornalista explore estas palavras...) mas fica aqui a nota. Houvesse mais mensagens destas - desde que verdadeiras - e todos nós, cidadãos, iríamos olhar para o governo de uma outra forma.

Grupo

Envolvimento e compromisso. Duas características de equipas de sucesso. Entregam-se ao que fazem, fazem-no com gosto, vibram com isso mesmo. Estão unidos, juntos, e os clientes reconhecem isso mesmo. Sem surpresas. Os clientes vibram, entregam-se também, e estão já comprometidos com esta equipa de sucesso. A equipa está de parabéns, tem duas características fundamentais: envolvimento e compromisso. Ponto final? Não, nem pensar, não pode ser. Falar de equipas sem falar de resultados é ser filósofo. Envolvidos com o que fazem, comprometidos, sim, mas desligados do resultado final. Afinal, talvez não sejam tão equipa, mas apenas e só um grupo unido.