11/09/2012

Esculturas

Sol ainda forte, um fim de tarde daqueles em que apetece ficar na praia para lá da hora razoável, a hora do banho e do jantar das duas crianças de 4 anos. Estão no toldo, arrumam agora todos os brinquedos, preparam-se, finalmente, para partir. O pai está sozinho com os dois, a mãe foi andando, provavelmente já tomou o seu duche descansada, sem nenhum dos filhos a puxar a cortina. Voltamos ao pai, um dos filhos vai de mão dada, o outro, o mais irrequieto, vai sozinho mas por perto. Aproximam-se da subida final de acesso à estrada. Do lado esquerdo, um outro homem - não parece português - faz esculturas na areia. O filho que caminha solto toma balanço, prepara-se para saltar, salta, vai cair em cima da escultura, vai estragar todo o trabalho. Parou agora, no ar, suspenso. Mesmo com 4 anos percebeu que se cair vai estragar a escultura. Está no ar, chora, não quer cair.

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